A filosofia nos remete a uma jornada provocativa rumo ao autoconhecimento, numa imersão na dimensão mais profunda do ser humano – o próprio eu.
Sócrates trouxe um novo olhar para a filosofia. Tinha como lema a famosa frase inscrita no Templo de Apolo, em Delfos: “conhece-te a ti mesmo”. Ele entendia que o conhecimento de si é a busca primordial para aqueles que almejam a compreensão dos mistérios do universo (cosmos). Na perspectiva socrática, o homem integra-se ao cosmos e suas ações devem estar em harmonia consigo mesmo e com o todo.
O ponto de partida é o reconhecimento da própria ignorância, pois a postura dogmática inflexível revela vacuidade intelectual. Assim, ao esvaziar-se de meras opiniões (doxa), o indivíduo se abre para uma nova consciência a respeito de si. Ao mergulhar nos meandros da sua personalidade, esse indivíduo aprende a lidar com atributos que o caracterizam, incluindo suas deficiências, potencialidades e virtudes.
Como consequência, alinham-se competências – na linguagem dos negócios, soft skills – importantes na vida pessoal e profissional, como autoconfiança, inteligência emocional, compreensão e análise crítica, bem como a proposição de soluções para problemas complexos. Desenvolvem-se, ainda, a comunicação assertiva e a adaptação a novos cenários. Uma vez desperto, tem-se clareza suficiente para encontrar caminhos e a tomada de decisão mais acertada.
Somos seres em constante mudança e, exatamente por isso, jamais chegaremos ao conhecimento pleno de tudo o que pertine a nós. À medida que andamos o caminho à frente se torna maior, mas cada passo é importante na construção da nossa autoimagem e na compreensão da nossa atitude no mundo.
Faço aqui uma pergunta desafiadora: Quanto de si você realmente conhece?
By Ednaldo Teixeira.
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